Quando o seu mestre de tatame que, você sabe, tem idéias de cunho religioso que vão bastante contra o seu jeito gay de ser, te pergunta por onde anda aquela sua "amiga" que nunca mais voltou pra lutar... qual o grau de libertação e orgulho de si mesma você sente ao dizer que não... não era amiga não... era ex mesmo.
Quando a gente assume de verdade as nossas escolhas e leva isso de forma natural, do outro lado, o receptor da mensagem, se sente um pouco na obrigação de "entrar nos conformes" e engolir a idéia, mesmo que ele não concorde.
Claro, to falando de gente civilizada.
Sim, foi ótimo poder falar isso sem entraves linguísticos... sem quase pedir desculpas por dizer que sou lésbica. Sei lá... pra muita gente esse processo talvez já tenha passado, mas pra mim ainda está sendo. Essa história de falar com naturalidade, de não se sentir acuada antes de dizer que o gênero da criatura amada... por quem meus olhinhos estão brilhando ao falar que logo logo vou encontrar.. não é exatamente aquele masculino esperado... que é mocinha sim, igual a mim!
E tá tudo bem...
Eu sei... eu sei... boa parte do mundo não é esse mar florido de episódios bem finados, com meu mestre não esboçando nem uma ruga de espanto e seguindo a conversa naturalmente... mas eu to aqui, lutando pra que isso aconteça com mais e mais frequência, não tô?
É esse o objetivo...

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